Carta de Carlos a Joana [excerto]

Não é, Joana; bem o vês, bem o sentes, como eu o sinto e o vejo.
Eu sim, tinha nascido para gozar as doçuras da paz e da felicidade doméstica; fui criado, estou certo, para a glória tranquila, para as delícias modestas de um bom pai de família.
Mas não o quis a minha estrela. Embriagou-se de poesia a minha imaginação e perdeu-se: não me recobro mais. A mulher que me amar há de ser infeliz por força; a que me entregar o seu destino, há de vê-lo perdido,
Não quero, não posso, não devo amar a ninguém mais.
ALMEIDA GARRET
«Viagens na Minha Terra»
2 Comments:
Aqui está, bem documentada, a relação mais doentia que pode haver entre um homem e uma mulher!
Ainda voltaremos ao assunto...
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Professor, at 3:07 AM
Também acho a história doentia. A vida não dá curso ao indefinido, segue em frente.
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Fanette, at 7:56 AM
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